quinta-feira, 9 de agosto de 2012

INEA surpreende mais uma vez!


Após uma reunião às portas fechadas ontem em Itaipava com meia dúzia de moradores (denunciado aqui em primeira mão), o INEA surpreende mais uma vez.  Hoje pela manhã, o órgão estadual do ambiente realizou mais um evento sem o conhecimento das comunidades locais. Apenas representantes do poder público municipal , estadual e a imprensa local sabiam do evento. E que evento seria este? Trata-se de inauguração do projeto de "reflorestamento  das margens do rio Santo Antônio" , uma verdadeira história para boi dormir. Um evento politiqueiro para desfazer a imagem negativa que o órgão recebeu após a derrubada de árvores centenárias na entrada da Estrada das Arcas em Itaipava.
A presidenta do INEA, Marilene Ramos, aquela que nos chamou de "ribeirinhos" e  "intransigentes", surgiu em seu oponente carro oficial para discursar.  A presidenta disse estar satisfeita com as obras e anunciou que o processo de licitação para a continuidade das obras (que inclui dar prosseguimento ao rio Santo Antônio, o córrego do Carvão  e o rio do Cuiabá), cujo total será de 75 milhões de Reais. A presidenta afirmou ainda que o processo de "negociação" com as famílias para a remoção das habitações que encontram-se próximas às margens do rios, apesar de ser lento, seguirá em frente. (negociar implica  no direito das partes em realizar propostas e contrapropostas até que se chegue a um denominador comum e não é assim que o Estado "negocia" com as classes vulneráveis!).
Numa tentativa de passar uma imagem social positiva e ecologicamente correta, a organização do evento trouxe crianças de um orfanato para ajudar no plantio de espécies nativas. 
Uma vez mais o Estado tenta nos enganar. Uma vez mais eles posam de bons moços, mas na realidade são mestres nas artes demagógicas.


 Feliz e descontraída, Marilene Ramos, comemora evento de inauguração do reflorestamento das margens do rio Santo Antônio, enquanto algumas pessoas continuam sem casa para morar e outras estão sendo obrigadas a entregar suas casas por uma quantia de dinheiro que mal dá para comprar um carro popular.   


Jonatas Carvalho. 

2 comentários:

  1. Isso só mostra a falta de transparência e participação popular nas decisões dos governantes.

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  2. Tem toda razão Carol! Talvez falte transparência por que não há participação popular...

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