O documentário "Verdade Soterrada" produzido pelo Jornal EXTRA trouxe alguns fatos a tona. Em primeiro lugar, a Ministra Maria do Rosário da Secretaria dos Direitos Humanos, declarou esta semana que irá constituir uma força tarefa para localizar os corpos das vítimas da tragédias na Região Serrana.
Com a autoridade de quem acompanhou de perto — durante um mês — as buscas por vítimas das chuvas na Região Serrana, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirma não ter dúvidas de que o número de mortos é maior do que o divulgado oficialmente:
— Não acredito que tenham mais mortos em Friburgo, mas, em Teresópolis, eu sei que tem. Eram montanhas de pedras e não tinham equipamentos para retirar aquilo. O trabalho era feito com as mãos e as máquinas.
Apesar de os números oficiais não traduzirem a realidade, ele defende o trabalho realizado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros.
— Os bombeiros são especialistas e todos falaram que fizeram o que era possível. Em desastres daquela magnitude, tem uma certa hora que não vale a pena você procurar. Não dá para achar.
Sensibilizado com a série de reportagens do EXTRA, Pezão se dispôs a auxiliar os moradores que estão com dificuldades em obter os atestados de óbitos de parentes, desde que haja solicitações:
— Temos que ser demandados por estas famílias. Me coloco à disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance, dentro desta burocracia imensa que é provar que a pessoa morreu.
Já Margarida Pressburger, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, garantiu que as portas das subseções de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis estão abertas.
— Estive lá, recentemente, e vi que nada foi feito. A situação de Friburgo é dramática. Os problemas mais relatados são a falta de moradia e do pagamento do aluguel social. Enfim, carência de tudo — reconheceu Margarida.
Neste domingo, o EXTRA tentou ouvir os prefeitos de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Porém, a única resposta veio de Teresópolis, por meio da assessoria. Conforme a nota, o prefeito Arlei Rosa, ex-presidente da Câmara de Vereadores, assumiu o cargo em agosto de 2011, após o prefeito Jorge Mário Sedlacek (sem partido) ser afastado e cassado e o vice, Roberto Pinto, ter morrido. Segundo a prefeitura, mais 400 famílias passaram a ganhar o aluguel social, no mês passado. Outras 3.130 já estavam no programa. Duas escolas municipais continuam interditadas em Teresópolis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário