segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ELEIÇÕES: VOTOS NULOS E BRANCOS E OUTROS BICHOS MAIS!

Pequenos comentários sobre a situação no que diz respeito as eleições à Prefeitura de Petrópolis. Após a justiça ter definido o candidato do PSB Rubens Bomtempo para a disputa do 2º turno contra o candidato do PMDB Bernardo Rossi, creio que devemos minimamente indicar aqui alguns equívocos possíveis e captar alguns sentimentos e pensamentos. 
Sobre a decisão da justiça, um breve comentário; apesar do atual Prefeito Paulo Roberto Mustrangi de Oliveira ter perdido nas urnas, e esta é sem dúvida, a pior derrota em um processo eleitoral que preza pelo sufrágio universal, o Bomtempo deveria ter sido definitivamente impugnado assim como muitos políticos neste Brasil. 
Antes de falar sobre nossos problemas apresentarei alguns dados do primeiro turno: 

Candidato Partido Situação Qt Votos  Válidos
NELSON ARISTEU CAMINADA SABRA PDT Não eleito 16.929
RUBENS JOSÉ FRANÇA BOMTEMPO PSB 2º turno 50.320
BERNARDO CHIM ROSSI PMDB 2º turno 52.951
ALEXSANDER DIAS DE FARIA PSOL Não eleito 3.442
PAULO ROBERTO MUSTRANGI DE OLIVEIRA PT Não eleito 45.060




No último dia 07 de outubro 196.748 eleitores compareceram às urnas. Somados os votos dos candidatos acima temos um total de 168.702 votos (votos válidos), o que significa que 28.046 pessoas anularam seus votos ou votaram em branco (não houve votos em legenda para Prefeito). Esse número seria suficiente para redefinir os caminhos dos candidatos, pois é maior que a soma do quarto colocado Nelson Sabrá (16.929). Por que estou tratando disso? Com a saída de Paulo Mustrangi, muito se ouviu de anulação de votos, alguns acreditam que um número maior que 50% de votos nulos provocaria um nova eleição o que não é verdade. Os votos nulos e branco tem o mesmo valor, isto é, não são contabilizados. O problema é que quanto maior o número de votos brancos e nulos, menor é o chamado "coeficiente eleitoral", assim menos votos os candidatos necessitarão para ser eleitos. Para exemplificar: se um cidade possui 100 eleitores, o candidato precisa de 51 votos para ser eleito, mas se 10 eleitores resolverem anular seus votos, o mesmo necessitará apenas de 46 votos, logo o voto nulo tende a beneficiar o candidato que está à frete nas pesquisas o que no nosso caso é o Bernardo Rossi. 
Sobre o apoio de Paulo Mustrangi e Nelson Sabrá ao candidato Bernardo Rossi, vejo aqui uma articulação política que não é muito difícil de entender PT e PMDB mais uma vez se movendo para exercer o controle político em mais um município do Estado do Rio. Significa que teremos uma Petrópolis melhor amanhã? Temo que não. Por outro lado, tranquiliza saber que o Sr. Rubinho terá muitas dificuldades de alcançar seu concorrente. Resta saber se os eleitores de Mustrangi irão acompanhá-lo, só Lula conseguiu transferir seus votos para outro candidato, de qualquer modo, não creio que Bomtempo receba nas urnas muito mais do que recebeu no primeiro turno. O futuro político de nossa cidade é incerto, só espero que não seja trágico. 

Jonatas C. de Carvalho 
Historiador e Pesquisador do LEDDES- Laboratório de Estudos das Diferenças de Desigualdades (UERJ). 







    

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Domínio Público!

Assista o vídeo em HD: http://vimeo.com/49419197



O prefeito do Rio, eleito por maioria absoluta dos eleitores, nunca tratou em sua campanha caríssima (financiada não se sebe por quem!) sobre sua política de "desocupação" dos morros do Rio que estão no entorno do Porto Maravilha. Juntamente com o governador Sérgio Cabral, ambos estão praticando mais uma barbarização contra as populações que há décadas vivem nos morros do Rio, população esta, que foram empurradas para os morros durante a primeira metade do século XX; agora estão sendo removidos para sabe-se lá onde!!!
Parabéns para os eleitores dessa dupla que faz política para os grandes empresários como o Sr. Eike e sua corja!!
Em nosso município infelizmente não teremos opção no segundo turno, os dois candidatos (até agora 15X40) não mudarão a situação dos  "sem-tetos", vítimas das enchentes e daqueles que tiveram suas casas demarcadas pelo INEA. É certo que o mais jovem, que tem um "estilo" do prefeito do Rio, irá adotar medidas parecidas, afinal será mandado pelo CABRAL. Já o mais velho, que passou 8 anos (em um passado não tão distante) aumentando a dívida pública municipal, terminou seu mandato com 240 milhões de déficit, e por isso teve suas contas não aprovadas, não fará nada por essa população. 
As perguntas continuam sem respostas: Onde serão construídas as habitações? Quando estarão prontas? Quantas moradias serão providenciadas? 
Estamos definitivamente nas mãos do nada!

Jonatas Carvalho.        

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